Debates com Marina Silva e José Serra

terça-feira, 15 de junho de 2010 |

No próximo dias 16 e 21 de junho a Folha de São Paulo e o portal UOL promoverão sabatinas com os candidatos da Eleições 2010. Esse formato inovador permite a participação dos internautas. Na sexta feira a convidada é Marina Silva (PV) enquanto que no dia 21, José Serra (PSDB) marca presença.

O leitor pode enviar vídeos com perguntas aos candidatos pela página especial uol.com/sabatina. Os vídeos devem ter até 20 segundos.

As sabatinas acontecerão às 11h, no Teatro Folha (av. Higienópolis, 618, 2º andar, São Paulo, SP). Durante duas horas, os candidatos responderão a perguntas de entrevistadores, da plateia e dos internautas, exibidas em vídeo.

Os entrevistadores serão Fernando Rodrigues, colunista da Folha e do UOL, Renata Lo Prete, editora do Painel, Vera Magalhães, editora do caderno Poder, e Rodrigo Flores, gerente geral de Notícias do UOL.

Os interessados em assistir às sabatinas podem se inscrever pelo e-mail eventofolha@grupofolha.com.br ou pelo telefone 0/xx/11/ 3224-3473, das 14h às 19h.

Para que os assinantes da Folha se inscrevam, é preciso informar nome completo, código de assinante, telefone, RG e a sabatina a que deseja comparecer. Assinantes do UOL devem informar nome completo, e-mail e CPF.

Lula e Dilma são considerados inocentes pelo TSE

segunda-feira, 14 de junho de 2010 |

O TSE negou os pedidos contra Lula e Dilma por propaganda eleitoral antecipada. Confira a matéria abaixo.

TSE nega pedido contra Lula e Dilma por propaganda em evento da Força Sindical
O ministro auxiliar do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Joelson Dias julgou improcedente a representação do DEM contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, por propaganda eleitoral antecipada.

Para ele, não há prova de que houve propaganda para Dilma em evento organizado pela Força Sindical, no dia 1º de maio, em São Paulo. A representação pedia multa também para a central e para o presidente da entidade, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT).

Na decisão, Dias afirma que não verificou nos trechos do discurso de Lula, mencionados pelo DEM, qualquer pedido de votos para Dilma. Segundo ele, o discurso mostrava apenas uma opinião ou sentimento de Lula sobre sua própria trajetória.

No caso, a Procuradoria Geral Eleitoral havia recomendando a aplicação da multa, que varia de R$ 5.000 a R$ 25 mil.

O DEM apresentou outras três representações contra Lula por conta de eventos organizados por centrais sindicais em São Paulo e por causa de seu pronunciamento feito no dia 29 de abril sobre o Dia do Trabalhador.

Lula já foi multado cinco vezes pelo TSE por propaganda antecipada e Dilma, duas. Nesta segunda-feira, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), Lula apresentou um novo recurso a uma das multas dadas pelo TSE.

Fonte: Portal UOL

Dilma dá aula de economia em Serra sobre Petrobras

sexta-feira, 4 de junho de 2010 |

Com mais de 22 mil acessos no Youtube, um vídeo da candidata Dilma Rousseff (PT), falando sobre a CPI da Petrobras criada pelo José Serra (PSDB), está dando o que falar. Ao que tudo indica, o  PSDB e o DEM querem paralisar a Petrobras, para não gerar empregos - já que a companhia é a locomotiva do PAC e o PAC é a alternativa de gerar empregos frente a crise internacional.

No vídeo, a ministra Dilma dá uma aula de economia para José Serra, explicando que a Petrobras (chamada de Caixa Preta pelo candidato tucano) segue leis rígidas de demonstrações contábeis, seguindo a lei Sarbanes-Oxley, criada em 2002 nos Estados Unidos para fraudes contábeis:

Serra compara Lula a Luís XV

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José Serra foi lançado à presidência da República pelo PSDB na Convenção Nacional do partido, em Salvador (BA). Com um forte discurso de oposição no qual atacou o apadrinhamento, o aparelhamento do Estado e os políticos "neo-corruptos". O tucano desfiou um rosário de "verdades eternas", tratadas como valores dele e de seu governo, se for eleito em outubro.

Sem falar explicitamente o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Serra comparou as suas "crenças" com as práticas de oito anos de PT no poder, disse que os chefes de governo não podem acreditar que personificam o Estado e, citando Luís XIV, acrescentou: "Nas democracias e no Brasil, não há lugar para luíses".

Assista ao vídeo publicado no Terra, clicando aqui.



Serra chama Congresso de 'arena de mensalões'

quinta-feira, 3 de junho de 2010 |

Num discurso de cerca de 40 minutos na convenção do PSDB, em Salvador (BA), que lançou seu nome como candidato à Presidência da República, o ex-governador José Serra usou de críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT para marcar posição em relação a sua principal adversária, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT).

Sem citar nomes em nenhum momento, Serra fez críticas aos "neocorruptos", disse que não tem "esquemas, patotas, esquadrões de militantes pagos com dinheiro público" e afirmou que honestidade tem que ser compromisso e não "programa de governo".

"Acredito que são os homens que corrompem o poder, e não o poder aos homens. Quem justifica deslizes morais dizendo que está fazendo o mesmo que outros fizeram, ou que foi levado a isso pelas circunstâncias, deve merecer o repúdio da sociedade. São os neocorruptos", afirmou.

Serra começou seu discurso na convenção nacional do PSDB, em Salvador, afirmando que aceita a indicação e arrancando aplausos da platéia. A primeira parte de seu discurso foi direcionada às críticas ao atual governo.

Fonte: G1
Foto: Divulgação

Ficha limpa elimina candidatos desta eleição

quarta-feira, 2 de junho de 2010 |

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, reafirmou na última sexta-feira a importância da lei da Ficha Limpa para evitar candidaturas de políticos que tenham maus antecedentes.

“Foi uma decisão histórica que cumpre a vontade não apenas do Congresso Nacional, mas da cidadania que se expressou através de seus representantes. É uma lei muito importante que elimina do cenário político nacional aqueles que tenham maus antecedentes”, avaliou o ministro.


Em resposta à consulta do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), o TSE definiu na última quinta-feira que a lei da Ficha Limpa vale para as eleições de outubro deste ano. Com isso, políticos condenados pela Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos não poderão ser candidatos no pleito de outubro.

Marina Silva diz não ter "opinião favorável" a casamento gay

terça-feira, 1 de junho de 2010 |


A pré-candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, disse, em entrevista ao Terra TV na tarde desta terça-feira (1), que quer ser transparente com seus eleitores sobre sua posição quanto ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. "Não tenho opinião favorável quanto a isso. Tenho profundo respeito pelos homossexuais e no meu partido milita o (Fernando) Gabeira, que sempre defendeu os direitos deles. Nunca desrespeitei ninguém, o estado tem que prover direitos para todos os brasileiros, independente do credo, da cor, da raça. Isso nunca me impediu de conviver com as pessoas", afirmou.


Marina disse que, para este caso, é a favor da união civil de bens, mas não do casamento, de acordo com seus preceitos religiosos. "Prefiro que as pessoas falem: 'não voto na Marina, porque ela não concorda com isso', mas que vou respeitar os direitos do cidadão. Porque agora é comum as pessoas dizerem ser contra o aborto e, depois, com a polêmica, falam que são a favor. Não vejo porque não posso ter direito ao meu ponto de vista, mas isso não vai cercear o direito do cidadão".


A ex-senadora ainda afirmou que o Brasil está preparado para ter, pela primeira vez, uma mulher na presidência. "(Me candidato) como uma pessoa que entende tanto a atividade empresarial quanto a atividade pública. Ter clareza de ter uma atuação de liderança. Posição de quem busca mobilizar o melhor do melhor. Estamos prontos para ter a primeira mulher na presidência da República", disse.

Quanto aos pré-candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), Marina disse que eles não possuem "sustentabilidade bem desenvolvida" em seus programas de governo. "Eles são muito parecidos neste aspecto. Os partidos não têm essa preocupação".



Questionada por um internauta se valia a pena votar nela, já que corre o risco de não ir ao segundo turno, a pré-candidata respondeu que o primeiro turno é para ter um leque maior de opções, "para que as pessoas possam escolher o melhor. No segundo turno, aí há um funilamento. Não acredito que os brasileiros vão por esse caminho (de não votar nela). No final do processo político, teremos um resultado melhor do que a polarização, do que as pessoas torcendo só pelo azul ou pelo vermelho".


Sobre a reforma da carga tributária, Marina repetiu mais uma vez que "durante as eleições os candidatos fazem a promessa da reforma e, depois, fazem a reforma do compromisso". "Não é fácil de fazer. Fico vendo que todos vão pedir mais quatro anos para fazer a reforma e, depois, mais quatro anos. Obviamente que essa questão é pesada. O serviço prestado para o estado deixa a desejar. Os impostos que são pagos não se justificam pelo serviço prestado. As pessoas mais pobres são as que mais pagam porque elas são tributadas. Não é a empresa que paga mais (impostos), é o cidadão", disse.

 
Quanto ao combate à corrupção, a verde defendeu um controle social e não apenas um "discurso moralista". "Mais do que discurso veemente, que já foi feito pelo presidente Collor, temos que ter instituições para o combate à corrupção. Um controle social."


Ao abordar novamente a declaração de Serra sobre o tráfico de drogas na Bolívia, Marina disse não ser fácil combatê-la. "A presença do Exército na nossa fronteira tem o poder sim de ajudar, mas não é uma atribuição do Exército, mas sim da Polícia Federal. Me vem uma dúvida: não sei se essa vêemencia (nas declarações de Serra) existiria se o presidente da Bolívia não fosse um índio".


Sobre o tratamento que pode vir a dar ao Irã e Cuba, se caso for eleita presidente, Marina defendeu a política externa baseada em princípios. "Direitos humanos é muito caro ao Brasil, não tenho dúvida que o presidente Lula tem trajetória aliada a esse princípio. Em Cuba, nós sabemos que teve uma revolução, sabemos do bloqueio injusto e muito sofrido. Mas temos problema com direitos humanos, liberdade de expressão, a revolução precisa ser completada com a democracia, é o melhor jeito de ajudar".


Recém-incluída nas redes sociais, Marina Silva vê as ferramentas digitais como muito promissores. "As pessoas podem dar audiência e criar sua própria audiência, estamos tentando nos cercar dos melhores profissionais. Mas não adianta só ter as ferramentas. O Obama conseguiu o que conseguiu pela mensagem nova", disse a pré-candidata, que ao chegar ao Terra, publicou no Twitter uma foto sua na redação.

 
 
postado por: Thâmara Malfatti

Temer é oficializado como vice de Dilma

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Enquanto inúmeros casais comemoravam a data romântica do Dia dos Namorados, o PMDB oficializava a candidatura do deputado Michel Temer (SP) a vice na chapa da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Durante a convenção nacional do partido, realiza no último sábado, foi derrotada a ala do partido liderada pelo senador Pedro Simon (RS) que defendia candidatura própria à sucessão presidencial.Temer obteve 560 dos 660 votos apurados.

O ex-governador do Paraná, Roberto Requião, e Antônio Pedreira, do PMDB do Distrito Federal, que pleiteavam a vaga para disputar a Presidência em uma candidatura própria do partido, obtiveram, respectivamente, 95 e 4 votos.

Após o anúncio do resultado, Temer foi saudado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Sarney disse que o momento é de "revolucionar e eleger, pela primeira vez, uma mulher para a Presidência". “Nós precisamos lembrar a causa das mulheres. Há poucos anos elas não tinham nem direito de votar”, disse o presidente do Senado.

Fonte: G1
Foto: Divulgação

Bipolaridade Partidária

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Com bastante contexto, o doutor em sociologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Cesar Sanson, discorre sobre as diferenças entre os partidos mais influentes do país: o PT (Partido dos Trabalhadores) e o PSDB (Partido Social da Democracia Brasileira).

A análise também é feita, especialmente, entre os chefes de Estado que comandam e comandaram o país pelas legendas, entre eles, o atual presidente Lula e o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso.

O artigo está no portal da Revista Caros Amigos.

http://carosamigos.terra.com.br/

Formação e educação política para o "Ficha Limpa"

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A matéria, a seguir, mostra um outro lado da criação da lei Ficha Limpa.

Por um lado, a mobilização popular mostra que é possível reunir milhões de assinaturas para se chegar a um objetivo de interesse coletivo.

E isso, sem dúvida, é um grande passo.

Mas fica claro, ao mesmo tempo, que a complexidade e a quantidade de leis não garante o cumprimento delas.

A educação e formação política para todos ainda é o caminho mais consistente, apesar de não ser um trajeto fácil.

Veja a matéria na editoria de eleições do Brasil de Fato.



Natasha Guerrize

Cuidado com a voz é essencial

segunda-feira, 31 de maio de 2010 |

Na corrida acelerada em que se transformou o período de pré-campanha eleitoral, o primeiro sinal de cansaço foi dado pelas gargantas dos pré-candidatos à Presidência da República. Em meio a uma agenda intensa de entrevistas, discursos e viagens, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) reservam tempo para fazer exercícios vocais e se cercam de cuidados para preservar a fala, instrumento fundamental na disputa.
A ex-ministra Dilma Rousseff aproveita os intervalos entre compromissos - seja no carro ou no avião - para fazer exercícios vocais recomendados pela equipe da jornalista Olga Curado, consultora de imagem que a assessora, e por seu fonoaudiólogo.

A preocupação com a voz surgiu no ano passado, quando, em decorrência da quimioterapia a que se submeteu para tratar um câncer no sistema linfático, teve efeitos colaterais de ressecamento na garganta e na boca. Desde então, passou a ser acompanhada por um especialista e utiliza spray de hidratação e soro fisiológico constantemente.
Preocupado com a voz, Serra chegou a interromper, recentemente, um discurso e uma entrevista para tomar água - uma das principais recomendações dos fonoaudiólogos é a hidratação, que lubrifica as pregas vocais.
Entre um deslocamento e outro para cumprir os compromissos da agenda, faz exercícios até no carro. “Campanha não é andar pelo Brasil, é falar pelo Brasil”, resume, ciente de que, até o primeiro turno, serão mais quatro meses de maratona vocal.
Além dos exercícios e da água, entram ainda na lista de medidas tomadas pelo tucano um certo “pó japonês” que seu acunpunturista teria recomendado e mel. Outras receitas não faltam. No meio de uma entrevista em que a voz lhe falhou, recebeu a recomendação de comer maçã por ser “adstringente”. “Meu problema é gripe e alergia. Ar-condicionado também me faz muito mal”, diz o ex-governador.


Fonte: G1

Postado por Gabriella Moura

Eleitorado do Norte é o que mais cresce no País

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O colégio eleitoral que mais cresce no Brasil é o da região Norte. Porém, desde abril, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) não pisaram ali. Desde as eleições de 2006, o eleitorado do Norte aumentou 11,2% e passou o do Centro-Oeste, que caiu para o último lugar do ranking, apesar de ter crescido 7,6%. Os cinco Estados onde o número de eleitores mais aumentou são nortistas: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas e Acre.

Houve crescimento abaixo da média nacional no Nordeste, no Sudeste e no Sul. Essa região é a que mais vem perdendo participação no total. O crescimento de seu eleitorado foi de 16,5% nos últimos dez anos, menos da metade dos 38,5% atingidos pelo Norte.
As mudanças no tabuleiro eleitoral se devem a fenômenos migratórios e a variações na taxa de natalidade. As projeções de população para 2030 indicam continuidade na tendência de encolhimento proporcional do Sul e de crescimento maior do Norte, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
São Paulo é o maior colégio eleitoral do País, com 30 milhões de eleitores. Minas Gerais é o segundo, com 14,4 milhões de votantes - mais do que a soma de Mato Grosso, Amazonas, Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima.

Fonte: Ig



Postado por Gabriella Moura

A vez da classe média

terça-feira, 25 de maio de 2010 |

 Especial Classe Média 2 

Pela primeira vez na história, a classe média brasileira chega a uma eleição como maioria no país. São 31,2 milhões de brasileiros que escalaram a pirâmide social desde 2002, engrossando as fileiras da chamada classe C.
Miolo da sociedade, a classe média representa hoje 53,6% da população brasileira, ou 103 milhões de pessoas. São famílias que recebem de R$ 1.115 a R$ 4.807 por mês, segundo cálculos do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Se toda a classe C pudesse votar, e o fizesse em apenas um candidato a presidente, decidiria sozinha a eleição. A hipótese é improvável, mas poucos duvidam do papel de fiel da balança que essa fatia da população terá em outubro.
De olho nos votos dessa nova classe média, PT e PSDB _partidos que governaram o país nos últimos 16 anos_ já disputam a paternidade das mudanças. Qual será, contudo, o impacto nas urnas dessa transformação?
“Essa nova classe média é eleitora do Lula, porque se beneficiou de três elementos-chave: aumento real do salário mínimo e da massa salarial e expansão do emprego com carteira”, diz o cientista político Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).
Outros analistas descartam que a classe média tenha fidelidade partidária. Relacionam o avanço social à manutenção, por Lula, da base do modelo econômico do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) _câmbio flutuante, metas de inflação e superávit fiscal (economia de recursos para pagar a dívida pública). Um trunfo em potencial para o pré-candidato tucano, ex-ministro de FHC e ex-governador de SP, José Serra.
“Não se sabe se essa nova classe média vai manter a lealdade em relação a Lula e ao PT de seus estratos de origem”, afirma o sociólogo Antonio Lavareda, que trabalhou nas campanhas presidenciais de FHC e com candidatos do PSDB e do DEM.



O voto das classes
Autor do livro "Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais", Lavareda analisou o voto por estrato de renda nas últimas cinco eleições presidenciais. Só encontrou um “voto de classe” em 1989, quando Fernando Collor perdeu na faixa superior a cinco salários mínimos, e em 2006, quando Lula perdeu entre quem ganhava mais de dez salários mínimos. Todas as classes sociais votaram de forma semelhante em 1994, 1998 e 2002.
Embora avalie como incerto o comportamento eleitoral da classe média, Lavareda diz acreditar que a divisão do voto por classes sociais tenha voltado em 2006 para ficar. “Vamos ter um voto sociologicamente diferenciado: votação expressiva do PT em camadas mais baixas e predomínio da oposição na parte superior da pirâmide social.” 



Fonte: G1

Postado por: Thâmara Malfatti


Nome de Marina Silva é excluído de faixa

domingo, 23 de maio de 2010 |

No lançamento da pré-candidatura do deputado federal Fernando Gabeira ao governo do estado Rio de Janeiro, neste domingo (23), militantes do Partido Verde (PV) apagaram o nome da pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, de algumas faixas.

A assessoria explicou que o foco do evento era o nome de Fernando Gabeira, e que era necessário evitar faixas e cartazes com os nomes dos pré-candidatos à presidência Marina Silva e José Serra, do PSDB. A coligação da pré-candidatura de Gabeira ao governo do Rio envolve PSDB e PV, além de PPS e DEM.

O episódio soou estranho. A primeira impressão é de que houve um descuido dos realizadores do evento, que não perceberam o nome de Marina na faixa. Mas será mesmo que foi somente um deslize? Pode se esperar tudo dos “marqueteiros” de campanha política. Principalmente quando se nota que o PSDB forma coligação com o PV para conquistar o governo do Rio de Janeiro. Será que na verdade rolou uma cena de ciúmes? Isso nós nunca saberemos.

 
Paula Moreira

Dilma cresce em intenção de voto

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As intenções de voto para Dilma Roussef (PT) cresceram em todas as regiões do país. No Norte, Nordeste Centro-Oeste Dilma é tem em média 40 já José Serra 34 de intenção de voto. Já na Região Sudeste o líder é José Serra (PSDB) com 40 e Dilma com 33 de intenção de voto. Essa eleição vai ser acirrada. Cada pesquisa parece uma montanha russa é um sobe e desce.

A pesquisa de intenção de voto para presidente realizada pelo instituto Datafolha nos dias 20 e 21 de maio revela que Dilma Rousseff (PT) melhorou sua pontuação em todas as regiões do país. A petista na soma geral está agora empatada com José Serra (PSDB), ambos de 37%.

Parece que a ex-ministra do governo Lula está subindo no conceito do povo brasileiro. Apesar de não estar nada definido ainda e o número de intenções de voto mudar a cada pesquisa realizada, Dilma está conquistando a confiança do eleitorado pouco a pouco.

Mesmo sob a acusação de ficar à sombra do presidente, espero ( eu e o Brasil junto) que a possível futura presidente da Republica reforce a cada dia mais suas próprias convicções, propostas e planos. Que Dilma se desvencilhe do rotulo de pupila de Lula. Só assim ela afastará as críticas ácidas da oposição e se aproximará do povo ... ou do Planalto.




Paula Moreira

Querem "sujar" o Ficha Limpa. Marina protesta

sexta-feira, 21 de maio de 2010 |

Foto: Ed Ferreira/Agência Estado
Marina Silva rebateu a mudança na redação do projeto Ficha Limpa. A emenda proposta pelo senador Francisco Dornelles, do PP-RJ, modifica uma expressão utilizada no texto e que pode dar brecha a outras interpretações. A crítica da pré-candidata à emenda veio à tona em uma entrevista coletiva dada esta manhã, na Bahia. De acordo com Marina, a mudança da expressão acaba por afetar a coerência do Ficha Limpa.

O projeto, como todos já devem saber, pretende afastar de possíveis candidaturas aqueles políticos que tem “algo podre” em seu histórico. Com a emenda de Dornelles, a expressão "os que tenham sido condenados" foi substituída por “ os que forem condenados”. Um detalhe que faz toda diferença, pois restringe a punição aos casos que ocorrerem somente após a sanção presidencial. O senador desconversa dizendo que a mudança é exclusivamente redacional, “para unificar a linguagem”.

Não é difícil para ninguém perceber que a expressão mudada transformou, sim, o sentido do projeto. Quer dizer que a corrupção dos últimos anos, de episódios como Mensalão vão ser esquecidas? Então os brasileiros precisarão  “engolir” políticos charlatões, cujos escândalos a mídia cansou de noticiar, e vê-los novamente pedindo o nosso voto, como se nada tivesse acontecido? Nem vem com essa de “o que passou, passou”. O Ficha Limpa precisa desinfetar o Brasil de velhos conhecidos “sujinhos” que desfilam em Brasília.

 
 
Luiza Oliveira




O Rejeitado

quinta-feira, 20 de maio de 2010 |

Foto: Geraldo Magela/ Ag. Senado
Suplicy parece ser pivô de um desentendimento entre seu partido, o PT, e um de seus aliados, o PDT. Tudo porque lançaram o nome do senador como candidato a vice de Aloizio Mercadante na corrida pelo governo do estado de São Paulo. O PDT não gostou nada da história, porque está a cargo do aliado a definição do nome do vice- governador.

Na tentativa de esfriar os ânimos dos mais descontentes, Edinho Silva, presidente estadual do PT, destacou que não há pressa na escolha do parceiro de Mercadante. Segundo ele, o prazo vai até 26 de junho. A chapa do governo já soma 11 partidos de oposição ao PSDB no Estado.

Mas quem “lançou a bomba” foi o próprio coordenador da campanha de Aloizio Mercadante, o prefeito de Osasco Emídio de Souza. Ele teria feito o convite a Suplicy. Não se sabe se ele aceitou. Entretanto, vê-se que sua provável candidatura já foi reprovada pelo PDT inteiro e, pasmem, por uma parte do PT. Até tu, Brutus? O PDT chegou a boicotar uma reunião da frente partidária que aconteceu em São Paulo na última segunda-feira.

Mesmo sem definição de seu vice, Mercadante aparece com 19% das intenções de voto de acordo com a pesquisa Vox Populi. Bem na frente dele está o ex-governador de São Paulo e ex-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), com 51%. Celso Russomano (PP) e Paulo Skaf (PSB) aparecem em seguida, com 12% e 2%.

De que o vice tem que ser do PDT, disso ninguém tem dúvida. Ainda mais porque foi um acordo firmado entre aliados. Espero realmente que Eduardo Suplicy também concorde com a decisão. Que ele não distribua cartões vermelhos nem vista cueca para protestar, não precisa disso. Acordo é acordo. Que Suplicy tome como dica a célebre frase de sua ex-mulher: Relaxa e goza.

                                    


Luiza Oliveira

Lula também morre pela boca

quarta-feira, 19 de maio de 2010 |


Pelo visto o presidente vai ter que criar papas na língua. Pela terceira vez, Lula é multado pelo Tribunal Superior Eleitoral por fazer propaganda antecipada de sua candidata à Presidência do Brasil, Dilma Rousseff. O ”deslize” aconteceu durante a inauguração de prédios na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Teófilo Otoni (MG). Durante o evento, o publico gritou o nome da ministra. E, como não poderia ficar “na dele”, Lula “deixou escapar” que a sua sucessora daria continuidade ao que o seu governo estava fazendo.

Como era de se esperar, a infração de Lula virou proposta no TSE por obra de seus opositores do PSDB, DEM e PPS. Eles conseguiram com que o petista desembolse R$ 5mil reais. As duas primeiras multas de Lula foram pela mesma razão: propaganda eleitoral antes da hora. No total, o presidente já perdeu R$ 20 mil reais por falar além da conta. Sua pré- candidata também foi multada por fazer propaganda antecipada no programa partidário do PT em dezembro passado.

Já está claro que os candidatos não são “pré”, que estão pra valer na corrida presidencial. Eles fazem propaganda de si mesmos há um bom tempo, seja comparecendo em eventos, seja desmentindo e ao mesmo tempo “dando corda” a especulações de veículos de comunicação sobre uma provável candidatura. Eles “fazem doce”. Eles se arriscam até a ir a programas populares como Brasil Urgente e Programa do Ratinho. E quer saber? Uma multinha aqui, uma multinha ali , eles não estão nem ligando. Os candidatos vão vender seu peixe enquanto puderem, mesmo ostentando ainda o título de “pré”. Se Dilma dança o Rebolation, eu não sei dizer. Mas só o fato de dar aquele gostinho da dúvida ao telespectador do Pânico na TV! já faz com que a gente comece a simpatizar mais com essa senhora . Por enquanto, quem dançou foi Lula.




 Luiza Oliveira

Correndo atrás?

terça-feira, 18 de maio de 2010 |


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A questão da segurança no governo Lula ainda é um dos itens negativos que aparecem nas pesquisas de opinião pública. Os últimos dados em relação à violência e, principalmente, ao consumo de drogas, talvez tenham assustado os dirigentes e tenham feito eles “correrem atrás do que já foi descaso” . Será que agora não é tarde demais para mudar uma imagem ruim? Ou será que Lula e Dilma realmente não estão preocupados em fazer média, e sim melhorar os novos dados alarmantes?

O fato é que presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar um pacote de medidas para combater o uso de drogas no país. O plano nacional, que será apresentado aos prefeitos de todo o país na quinta-feira, envolve três ministérios, a Secretaria Nacional  Antidrogas (Senad) e terá como um dos focos principais o consumo do crack, que teve um aumento substancial, principalmente entre jovens. Um dos itens do projeto será a criação de centros de tratamento para drogados e a construção de 11 Postos Especiais de Fronteira (Pefrons) nos estados que fazem fronteira com países da América do Sul. O projeto será apresentado hoje ao presidente em exercício, José Alencar.

O plano terá a coordenação do Ministério da Justiça, que ficará encarregado das políticas de repressão e prevenção. À pasta da Educação caberá a obrigação de disseminar nas escolas informações sobre o uso de drogas, enquanto o Ministério da Saúde deverá construir unidades de tratamento ao usuário, principalmente nas regiões em que há um volume excessivo de consumo, como nas cracolândias. A Senad vai elaborar programas para que a vítima seja tratada também em casa, uma tentativa de ressocialização do viciado.

O governo já definiu que os postos espalhados pela fronteira contarão com a presença de representantes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil, além da Força Nacional de Segurança Pública. Na carona da guerra contra o tráfico de drogas, serão combatidos outros tipos de crimes, como contrabando. Há ainda a intenção de aumentar os chamados territórios da paz, com novas unidades de Polícias Pacificadoras (UPPs) nos estados, que providenciam tratamento psicossocial para as famílias das vítimas e para os viciados.

A decisão de adotar novas medidas contra o uso de drogas foi tomada pelo presidente, depois de um encontro entre vários ministros. Lula pediu que o projeto fosse feito em conjunto entre as pastas da Justiça, Educação e Saúde, além da Senad. “Esse tipo de droga (o crack) é o que nos preocupa mais”, disse o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto. E ele justifica: o crack vicia mais rapidamente, o que demanda providências imediatas do poder público.

Há uma semana, o assessor técnico do Ministério da Saúde Francisco Cordeiro, da Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, deu pistas de como será a participação da pasta no plano. As ações, segundo ele, devem contar com a ampliação do atendimento de dependentes nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), criação de casas de apoio, disseminação dos projetos de consultório de rua, além do aumento do número de leitos na rede pública de saúde.

Os atuais 231 Caps específicos para o tratamento de usuários de drogas — de um total de 1.502 centros — são insuficientes para atender a crescente demanda de pessoas que desejam largar o vício.

Circulação
As autoridades não sabem estimar o volume de pedras que está à venda pelo Brasil, mas as apreensões realizadas pelas polícias mostram que a circulação da droga aumenta a cada ano. Em São Paulo, por exemplo, o crescimento foi de 370% em dois anos, enquanto no Paraná, há cinco anos, foram retiradas 118 mil pedras das ruas.

Só que as preocupações do governo também têm reflexos na pré-campanha eleitoral da candidata de Lula, Dilma Rousseff. Isso porque a questão da segurança ainda é um dos itens negativos que aparecem nas pesquisas de opinião pública, apesar de o Ministério da Justiça apostar na eficácia do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), onde pretende investir R$ 6,7 bilhões no setor até 2011.

Parcerias
Ciente de que o governo federal prepara um plano nacional para o enfrentamento do crack, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, apressou-se em divulgar, durante programa de seu partido exibido na semana passada, seu posicionamento sobre o tema. “Nós, brasileiros e brasileiras, vamos estar nessa luta. E nós, mães, vamos estar na linha de frente”, destacou. Acompanhada de um grupo de mulheres, Dilma afirmou que a epidemia do crack deve ser abordada com apoio e carinho, mas com autoridade.

E numa demonstração que a preocupação ultrapassa a esfera do governo para fazer parte também de uma eventual administração tucana, o pré-candidato do PSDB, José Serra, discursou no início da noite de ontem no Horto de Juazeiro do Norte, onde fica o santuário de Padre Cícero, e também abordou a guerra contra o crack.

Transnordestina, acabar com as filas para consultas médicas e criar o Ministério da Segurança.

O tucano disse ainda que uma das prioridades do novo ministério será o combate às drogas, em especial ao crack. O pré-candidato pretende repetir o modelo de São Paulo, com parcerias entre governo e instituições religiosas para gerir clínicas de tratamento. Segundo ele, o combate ao crack exige uma política nacional porque o sistema de distribuição da droga é similar a crimes como o contrabando de armas.





Postado por : Thâmara Malfatti

Saia justa na mídia

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Fotos: Agência Brasil

Na busca de uma maior aproximação com o eleitorado os candidatos a Presidência da República não medem esforços mesmo.

É possível verificar  isso  em uma matéria publicada no dia 10 de maio no Jornal Estado de São Paulo que mostrou a dura, porém evidente disposição dos candidatos em participar de entrevistas com programas regionais populares

Tudo para mostrar um bom relacionamento e as propostas para um país melhor, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina da Silva (PV) têm encarado entrevistadores inconvenientes e indiscretos, ou em outras palavras, caras-de-pau.

Exagero? Seria pouco pedir que o José Serra dançasse o rebolation, ou perguntar a Marina Silva qual é o político mais sexy do Brasil? Mas a melhor de todas fica para o final, que tal um ovo frito por Dilma Rousseff? Pois é, sem medo de indigestão apresentadores de programas de humor como o CQC tem se aproveitado da “boa vontade”dos candidatos para expor a população o perfil de cada um, por meio de perguntas e comentários maliciosos.

Além da TV, as rádios comunitárias, com suas altas audiências também tem atraído os presidenciáveis. E na conquista de eleitores Serra, Dilma e Marina vem mostrando que vale tudo, desde contar história de vida, apelar para o lado esportivo do ouvinte e discursos sobre a importância da preservação ambiental. Algumas das emissoras de rádio que receberam as ilustres visitas dos candidatos foram: programa Supermanhã (Pernambuco), rádio Itatiaia, Rádio Metrópole FM, rádio Cultura Jovem Pan AM, entre outras. A repercussão das entrevistas superou as expectativas dos próprios entrevistados, que tem aproveitado o espaço para expor de forma decisiva suas idéias.

E para causar boa impressão, fica claro que, não vale gaguejar. Afinal, candidato seguro fala com firmeza e convicção. Muitas pessoas tem atribuído esse esforço “incomum" dos candidatos em aparecer em programas populares a tendência mundial de mudança no discurso político: "Muitos políticos querem parecer simpáticos, mostrando que dominam o assunto".

O que podemos fazer é analisar a participação de cada um sintonizando na frequência e no canal certo.

Postado por Ingrid Rolemberg

“Queremos o Brasil em mãos limpas”

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Dilma Rousseff foi alvo de ataques dos tucanos e aliados no lançamento da pré-candidatura de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo, no domingo.

Agência Brasil
A matéria noticiada pelo Jornal Folha de São Paulo de domingo, mostrou que o evento em SP para lançar a candidatura do tucano ao governo tomou outros rumos. Mais de 5.000 pessoas que se reuniram no evento em que a candidata petista à Presidência da República foi atacada por seus adversários.

O principal motivo? A inexperiência da ex-ministra. Segundo José Serra, pré candidato a Presidência do Brasil, um futuro líder não pode aprender a administrar um país ao longo do mandato, essa bagagem deve ser construída antes da candidatura. Algo que Serra deixou implícito, pois não citou nomes, que a candidata petista não tem. Concluiu, após repetir que ele é a pessoa mais requisitada para esse chamado: “sei o que fazer e como fazer”.

Mas antes de Serra, Dilma já tinha sido alvejada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que foi taxativo ao acusar a falta de experiência e de decência da candidata: “Ou ganhamos ou sabe-se lá o que vamos ter pela frente com esse passado tão cheio de compromisso com o que há de pior(...)”. Em uma entrevista a Rede TV, FHC já tinha usado um tom sarcástico e irônico ao se referir a desenvoltura de Dilma nas entrevistas: “A voz dela é bonita”.

E para finalizar o nocaute contra a petista, o ex governador Orestes Quércia enfatizou o fato de essa ser a primeira eleição da candidata: “Não se pode colocar na presidência uma pessoa que não tem experiência”.

Parece que a disputa pela cadeira de Presidente está mais acirrada do que nunca. Com o nome “Unidos por São Paulo”, os candidatos se mostraram unos na causa de derrubar Dilma Rousseff da possibilidade de chegar a presidência.

A Platéia? Permaneceu inexpressiva durante todo o evento.

Agora é só esperar o retorno da Dilma, ou melhor, do PT que não deixará que essa provocação passe despercebida. O que vai acontecer, só o tempo dirá, mas podemos aproveitar essas discussões/acusações e "trocas de gentileza"para moldar o perfil daquele que irá nos representar nos próximos anos.




Postado por Ingrid Rolemberg

Levantamento encomendado pelo DEM de Pernambuco ao Ibope está impugnado

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Mendonça Filho, presidente do DEM de Pernambuco, anunciou hoje através de sua página no Twitter os números de uma pesquisa que o Ibope encomendou sobre as eleições. Porém, no site do TRE do Estado, a pesquisa registrada sob o protocolo 20916/2010 está "impugnada".


Segundo a assessoria da comissão de apoio aos desembargadores auxiliares do Tribunal Regional Eleitoral, quem pediu a impugnação foi o Partido Socialista Liberal (PSL), com pedido de liminar para suspender a divulgação dos resultados. Mas o caso ainda não foi analisado.

Na argumentação apresentada pelo partido, o registro não seria válido, porque a pesquisa contém dados referentes à eleição presidencial. Por isso, o TRE não teria competência para dar o registro à pesquisa. Se o TRE acatar a liminar requisitada pelo PSL, o DEM poderá ser multado.

Postado por Fani Moraes.

PT e PMDB juntos? O vice de Dilma é o peemedebista Michel Temer

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Em reunião executiva feita hoje pela manhã (18), o presidente nacional do PMDB e deputado federal, Michel Temer, foi indicado por unanimidade para ser o vice da pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff. 
“Nós aprovamos por unanimidade a indicação do presidente Michel Temer para compor a chapa de Dilma Rousseff como vice”, afirmou Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo do Senado. A decisão será referendada por todos na convenção nacional do partido, marcada para 12 de junho.

Temer está orgulhoso da indicação, mas discursou cauteloso. "Fico orgulhoso do partido. É claro que eu fico muito entusiasmado com essa hipótese (de ser vice). Mais do que entusiasmado, mas com muita cautela. Vamos unir o PMDB para o levar a uma campanha naturalmente vitoriosa". 

Questionado se o comportamento como vice-presidente se assemelharia ao de Marco Maciel (DEM-PE), que aparecia pouco e quase não opinava sobre as ações do governo de Fernando Henrique Cardoso, ou ao de José Alencar (PRB-MG), que frequentemente comenta a política financeira do governo Lula, Temer prometeu discrição extrema. "Serei vice nos limites da Constituição. Quando ocupo um cargo, cumpro a tarefa Constitucional. Serei extramemente discreto, como convém a um vice", afirmou o peemedebista.

                                          Marlene Bergano/Arquivo Folha Imagem
Temer, Rosinha Matheus, Anthony Garotinho, e a filha do casal Clarissa Matheus (da esq. para a dir.) em ato de apoio ao então candidato a presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, nas eleições de 2006 em São Paulo.


Bruna Rossifini

Em segundo lugar nas pesquisas, Serra diz: "pesquisa vai e vem"

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Pela primeira vez, a pré-candidata do PT à Presidêncida, Dilma Rousseff, aparece à frente do tucano José Serra nas pesquisas eleitorais.

Em entrevista dada no último dia 18 à rádio Verdes Mares, de Fortaleza, Serra disse que "pesquisa vai e vem" e que a campanha eleitoral vai começar mesmo "depois da Copa".

Serra não admitiu estar atrás de Dilma, mas empatado. "Eu estive praticamente na frente sempre, agora tem um empate. Mas logo vai desempatar, a coisa vai andar, enfim, isso aí é mais ou menos um jogo de retratos que vão se fazendo, mas a pesquisa que importa mesmo é a pesquisa da urna, do voto".

Segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, Dilma aparece pela primeira vez à frente de Serra, com 35,7% das intenções de voto, contra 33,2% do tucano. A vantagem da petista fica dentro da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea, em que o eleitor não recebe uma lista de nomes para opinar, porém, a diferença é maior, com a petista alcançando 19,8% das intenções de voto, contra 14,4% de Serra. No último sábado, o Vox Populi também apresentou pesquisa em que Dilma aparece à frente, mas também em empate técnico.

Serra disse que só com a campanha em curso os eleitores vão formando os "retratos" eleitorais que definirão o voto. "Vão ver os candidatos que tem para escolher, e a gente tem duas mulheres que são candidatas (Dilma e Marina Silva, do PV), que são mulheres de valor, e o Lula não é candidato, a partir do ano que vem o Lula não vai ser presidente da República. O Brasil vai ser entregue a um presidente eleito, que as pessoas têm que escolher com vistas em quem pode tocar o Brasil, fazer com que ele melhore nas coisas onde não vai bem e vá melhor nas coisas em que já vai bem”.

Foto: radioitatiaia/flickr

Bruna Rossifini

Crime eleitoral

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No Brasil, a Justiça tarda e falha. Na semana passada, o programa do PT exibiu durante 10 minutos detalhes sobre a biografia e ideias de Dilma Rousseff. Entrelaçada com realizações do governo Lula, o programa mostrou, inclusive, o presidente narrando como conheceu Dilma, em 2002.

Em mais uma das inacreditáveis coincidências da vida, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) colocou para julgamento uma reclamação contra outro programa do PT, exibido no final do ano passado. Segundo alegado, “o espaço teria sido utilizado para promover ilegalmente a candidatura de Dilma Rousseff".

Tratando-se de valores, o partido perdeu o direito de colocar no ar seu próximo programa nacional e terá de pagar uma multa no valor de R$ 20 mil. Além disso, a candidata à presidência também terá de arcar com míseros R$ 5 mil. Na foto abaixo, tá tudo bem para o nosso presidente:

Já o efeito prático não foi tão impactante. Muito pelo contrário. O anúncio da condenação, emitido na última quinta-feira, devido à um pequeno atraso, aconteceu uma hora e meia depois da exibição de um novo programa pelo partido. Se não fosse a decisão judicial tão bem analisada, o programa nem poderia ter ido ao ar naquela mesma noite. Agora, a decisão só vai ter impacto no próximo ano. Ou seja, a medida poderá entrar em vigor quando as eleições presidenciais já estiverem encerradas e o novo presidente já estiver ocupando o cargo.

Foto: Flickr, do Yahoo.
Nathália de Alcantara

Ficha Limpa

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Na última terça-feira, foi aprovado pelos deputados o projeto Ficha Limpa, que estabelece regras rígidas para os candidatos em busca de um cargo eletivo. Mal sabem os brasileiros favorecidos que foi preciso 1,6 milhões de assinaturas para que algo em nosso benefício fosse aprovado.

As novas regras podem valer já nestas eleições, mas há ministros do Supremo que defendem sua validade apenas para o pleito de 2012.


Entre as principais mudanças, podemos comemorar:

Fonte: Veja (edição 2165) de 19 de maio de 2010.

Confira o vídeo da campanha a favor do Ficha Limpa


Nathália de Alcantara

De guerrilheira a candidata à sucessão

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Nascida em Uberaba, Minas Gerais, em 14 de dezembro de 1947, Dilma Vana Rousseff é filha do engenheiro e poeta búlgaro Pétar Russév (naturalizado brasileiro como Pedro Rousseff) e da professora brasileira Dilma Jane Silva.

Ao ingressar com 16 anos no Colégio Estadual Central, com ensino público, deu os primeiros passos como simpatizante na Organização Revolucionária Marxista - Política Operária, conhecida como Polop, organização de esquerda contrária à linha do PCB (Partido Comunista Brasileiro), formada por estudantes simpáticos ao pensamento de Rosa Luxemburgo e Leon Trotsky.

Em 1967, estudante da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Dilma passou a militar no Colina (Comando de Libertação Nacional), organização que defendia a luta armada. Na época, o comportamento de passar de um grupo político a outro, era comum nos movimentos de esquerda que atuavam durante o período da ditadura, iniciada com o Golpe de 1964.

Dois anos mais tarde, passou a viver na clandestinidade, período no qual Dilma usa vários codinomes para não ser encontrada pelas forças de repressão aos opositores do regime. No mesmo ano, o Colina e a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) se unem, formando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Em julho, a VAR-Palmares rouba o "cofre do Adhemar", que pertenceu ao ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. A ação ocorreu no Rio de Janeiro e teria rendido à guerrilha US$ 2,4 milhões. Apesar de Dilma ter negado participar dessa operação, mas há quem afirme que ela teria, pelo menos, ajudado a planejar o assalto.

Em setembro de 1969, a VAR-Palmares sofre um racha. Volta a existir a VPR. Dilma escolhe permanecer na VAR-Palmares - e ainda teria organizado três ações de roubo de armas no Rio de Janeiro, sempre em unidades do Exército.

Presa em 16 de janeiro de 1970, em São Paulo, o promotor militar responsável pela acusação a qualificou de "papisa da subversão". Fica detida na Oban (Operação Bandeirantes), onde é torturada. Depois, é enviada ao Dops. Condenada em três Estados, em 1973 está livre, depois de ter conseguido redução de pena no STM (Superior Tribunal Militar).

Depois que o governo militar concedeu anistia política a todos os envolvidos nos anos de chumbo da ditadura, filia-se ao Partido Democrático Brasileiro (PDT).


Fonte: Folha de S. Paulo, El País.
Foto: Flickr, do Yahoo.
Nathália de Alcantara

Eles preferem a Dilma; elas, o Serra

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Ao que tudo indica, há diferença na predileção dos candidatos à Presidência do Brasil no que diz respeito ao gênero. Sim, isso mesmo. Homens preferem Dilma e mulheres estão com Serra. É o que revela a pesquisa CNT/Sensus, realizada entre os dias 10 e 14 de maio deste ano. Foram 2.000 entrevistados, em 24 estados do País.

Entre o eleitorado feminino, o pré-candidato tucano aparece com 38,1%, seguido por Dilma Rousseff, do PT, com 32,3% de preferência. Já a petista é a preferida da ala masculina: são 42,1% contra 37,4% de José Serra.

Ainda de acordo com a pesquisa, no cenário considerado mais provável pelo instituto Sensus, Dilma está na frente na corrida presidencial, com 35,7% das intenções de voto. Já Serra tem 33,2% das intenções. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. A pré-candidata do PV, Marina Silva, aparece com 7,3%. Brancos, nulos e indecisos representam 20,6%.

Pelo jeito as eleitoras se renderam ao charme do candidato tucano. A simpatia do paulistano, somada ao currículo extenso na política brasileira, onde já obteve cargos como os de deputado federal, senador e prefeito da cidade mais importante do País, São Paulo, parece ser um atrativo muito conveniente. A figura do homem de quase 70 anos de idade combina com sua maneira clara e distinta de se expressar. Ele demonstra ser inteligente e íntegro. Que as admiradoras de plantão não puxem da memória a explicação "científica" dada pelo então governador de São Paulo há um ano atrás sobre como se contrai a gripe suína. "- Pelo espirro do porco!" Ha ha ha! Além disso ele é engraçado, mulherada! O melhor mesmo é levar na brincadeira !

Dilma, nossa querida Dilma. Os brasileiros parecem encantados com seus novos traços obtidos por intervenção cirúrgica, ou talvez estejam satisfeitos com sua proposta de governo e queiram mesmo que a discípula de Lula ascenda ao poder. Tem marmanjo torcendo pra ex- ministra da Casa Civil parar de "fazer doce" e dançar o Rebolation. Excluo aqui os "cabras"  do Nordeste do País. Ah, é! O Nordeste não faz parte do Brasil, né Dilma?!




Luiza Oliveira

De vilã a boazinha

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Nathália de Alcantara

Na correria para as eleições presidenciais, que acontecem no final do ano, a preocupação não é somente com discursos e propostas, mas também com as aparências. E não apenas com o que os eleitores vão pensar sobre as trajetórias políticas, mas com a impressão que causam com seu perfil físico e jeito de se vestir. Para garantir o maior número de votos possível, vale até mudar o rosto e passar por uma transformação total.

A candidata Dilma Rousseff está novinha em folha. Se não bastasse a mudança comportamental da petista, ela ainda tem cumprido uma agenda bastante secreta. Apesar dos ajustes ainda estarem em desenvolvimento, as mudanças em Dilma já estão pra lá de visíveis.

Na primeira foto, tirada em 2008, Dilma estava com um visual bem diferente do início deste ano.

Além do penteado novo, de estar mais magra, com o rosto mais novo e com menos rugas e ter se livrado dos óculos, ela alinhou os dentes e preencheu o espaço que havia entre os incisivos. O resultado das mudanças agradou aos petistas de plantão, já que pesquisas com o antes e o depois realizadas pelo partido revelaram que só o sorriso “minimizou o ar de antipatia que ela projetava”...

Fotos: Flickr, do Yahoo.

Marina Silva vota no projeto "Ficha Limpa"

quarta-feira, 12 de maio de 2010 |

A senadora Marina Silva, pré-candidata do PV para ser Presidente da República, anunciou hoje que vai voltar ao Senado para votar no projeto de lei que proíbe o registro da candidatura de políticos com ficha suja. Segundo ela, o projeto Ficha Limpa, que havia sido negado, foi aprovado na Câmara. Agora vai para o Senado e ela estará lá para votar.


Ontem à noite os deputados concluíram a votação desse projeto. Um acordo entre os líderes partidários permitiu que todos os destaques fossem rejeitados. Pelo texto, ficam inelegíveis os condenados por decisão colegiada da Justiça, que é por mais de um juiz, mas estabelece o efeito suspensivo, também no colegiado.

Postado por Fani Moraes.