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Na campanha, doação oculta é maior que verba partidária

terça-feira, 30 de março de 2010 |

Partidos vão tentar derrubar regra que obriga a identificação dos doadores

As regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que restringem as chamadas doações ocultas nas eleições deste ano vão afetar um mecanismo de financiamento que, nos últimos dois pleitos (2006 e 2008), garantiu R$319.973.819 para campanhas eleitorais em todo o país. Só na eleição de 2008, quando estavam em disputa cargos de prefeito e vereador, as chamadas doações ocultas somaram R$251,4 milhões, ou 8,9% da soma de todas as receitas registradas pelos partidos (R$2,8 bilhões). Esses montantes correspondem ao que os partidos receberam de pessoas físicas e jurídicas, e repassaram posteriormente a seus candidatos sem declarar a fonte. Amplamente adotada para que o eleitor não saiba quem patrocinou os nomes em disputa e os interesses privados em jogo, a controversa estratégia gerou para os candidatos cinco vezes mais dinheiro que o fundo partidário, fonte pública de recursos para os partidos políticos.

Nos anos das duas últimas eleições, o fundo rendeu R$312,7 milhões às legendas, mas, desse total, elas transferiram para as campanhas de seus candidatos R$64,2 milhões - ou seja, um quinto dos quase R$320 milhões das doações que ficaram ocultas na prestação de contas dos candidatos.

O levantamento dos dados foi feito pelo TSE, a pedido do GLOBO, e ajuda a explicar a reação dos líderes partidários, que se articulam para anular no Congresso a exigência do tribunal de que todas as doações sejam identificadas a partir deste ano. A maioria das siglas recorreu às doações ocultas e teme que o estrago na contabilidade eleitoral seja grande agora.

Em 2006, ano de eleições gerais, os candidatos receberam R$68,4 milhões, ou 4,8% do total arrecadado oficialmente, e declarado, naquele ano. Valor quatro vezes maior que o montante do fundo partidário repassado pelas legendas, no mesmo ano, às campanhas de seus candidatos, cerca de R$17 milhões.

Em 2008, os R$251 milhões de doações que ficaram ocultas equivalem a mais de quatro vezes o total de recursos do fundo repassados para os candidatos (R$47 milhões) gastarem nas suas campanhas eleitorais.

Para os especialistas em contas eleitorais, a maior incógnita em 2010 é o comportamento dos doadores que preferiam ficar anônimos.

Gente fazer doção financeira para as eleições é meio absurdo. A única explicação cabivel é se você quiser um emprego ou algo do cantidato. Eles já roubam o dinheiro público, imagina as doações!!!!

Fonte: TSE

Postado por Cintia Ferreira

Presos provisórios participam das eleições de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010 |

Serão criadas 7 seções eleitorais especiais em estabelecimentos do Sistema Penal.


Pela primeira vez presos provisórios do Pará irão participar das eleições. Serão criadas sete seções eleitorais especiais em estabelecimentos do Sistema Penal e outras duas nas unidades de internação de adolescentes para receber votos de respectivamente 1.381 presos provisórios e 66 jovens que cumprem medidas socioeducativas. A decisão saiu nesta sexta-feira (26) durante reunião ocorrida na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) entre representantes da Justiça Eleitoral, da Segurança Pública do Estado, de cartórios e do Tribunal de Justiça.

O presidente do TRE-PA, desembargador João Maroja, cumpre o que determina a Resolução nº 23.219, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e manifesta sua satisfação pelas informações prestadas pela Superintendência do Sistema Penal (Susipe) e pela Fundação da Criança e do Adolescente (Funcap). “A definição do percentual de presos que vamos alcançar, a cesão do corpo administrativo (agentes prisionais) que vão trabalhar nas eleições, nos deixam tranqüilos. A Susipe nos facilitou o trabalho, não vamos ter dificuldade”, confirmou o desembargador João Maroja.

As autoridades presentes assinaram termo de compromisso estabelecido na ata da reunião se comprometendo, cada um na sua área, em atender o dispositivo legal previsto na Resolução e na Constituição Federal, que garante os direitos políticos ao preso que ainda não tenha sido condenado definitivamente.

É  absurdo pensar no dinheiro do contribuinte indo parar dentro do sistema penal, mesmo que seja para a eleição! Imagina quanta propaganda eleitoral vai ser feita dentro da cadeia, entrega de dentadura, comida, promessas de emprego entre várias outras coisas. Tenho pena de quem vai trabalhar nestas seções, imagina encontrar com o cara que te assaltou? Só no Brasil mesmo!


Fonte: Diário do Pará

Postado por Cintia Ferreira

Mulheres são "duas caras" na hora de votar

quarta-feira, 24 de março de 2010 |


A mais recente pesquisa do Ibope sobre a sucessão presidencial revela que cerca de 12,5% dos eleitores se apresentam com "duas caras" ao manifestar a intenção de voto. Eles são os que querem eleger a pessoa apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas citam José Serra como seu candidato favorito. Ou os que preferem alguém da oposição, mas se dizem inclinados a votar na petista Dilma Rousseff.
Essas declarações de votos paradoxais e incoerentes, de quase 16 milhões de eleitores, revelam um alto nível de desinformação e de desinteresse na eleição, segundo a diretora executiva do Ibope, Márcia Cavallari. 

No momento em que as pesquisas mostram pela primeira vez uma mulher com chances de chegar à Presidência da República, o eleitorado feminino ainda pende majoritariamente para o adversário do sexo oposto. Segundo o Ibope, a petista Dilma Rousseff tem 36% das preferências entre os homens e apenas 25% entre as mulheres. O tucano José Serra tem, respectivamente, 34% e 37%. 

A diretora do Ibope destaca o fato de que, nessa etapa da pré-campanha, a sete meses das eleições, há mais mulheres indecisas que homens. "Normalmente as mulheres demoram mais a se interessar pelos candidatos", observou. 

O levantamento do instituto, divulgado na quarta-feira (17), mostra que a maioria absoluta dos eleitores (53%) quer votar no candidato apoiado por Lula. Mas apenas metade desse contingente aponta Dilma como sua candidata preferida, e um quarto - ou 12% do eleitorado total - cita Serra, ignorando o fato de que ele será o principal nome da oposição na disputa.

No outro extremo, os eleitores que querem um candidato de oposição abrangem 10% do total. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Não acredito que nesta eleição as mulheres estão com dificuldade para votar, mas todos de uma forma geral estão! De um lado Dilma  e do outro o Serra, tem como se decidir logo de cara? Acho que não!


Fonte: G1


Postado por Cintia Ferreira